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Old Tuesday, April 25th, 2006
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Faísca 's wisdom is legendary.Faísca 's wisdom is legendary.Faísca 's wisdom is legendary.Faísca 's wisdom is legendary.Faísca 's wisdom is legendary.Faísca 's wisdom is legendary.Faísca 's wisdom is legendary.Faísca 's wisdom is legendary.Faísca 's wisdom is legendary.Faísca 's wisdom is legendary.Faísca 's wisdom is legendary.
Default Os Grandes Problemas da Humanidade - I

A fazer fé no meteorismo mediático, que a todas as horas ribomba e nos azucrina as orelhas, os grandes problemas da humanidade para o próximo milénio, pelo menos, resumem-se, se tanto, a meia dúzia. É uma lista pequena mas premente: diariamente, são feitas homilias, telejornais, e o espírito ruminante da manada é atafulhado com essa palha noticiosa. Ou melhor, é uma espécie de pó anabolizante, de engorda rápida, que lhe misturam na ração.

Mas enunciemos esses grandessíssimos e gravíssimos problemas:
1. Interrupção voluntária da gravidez
2. Eutanásia
3. Casamento entre homosexuais
4. Adopção de crianças por casais homossexuais
5. Legalização das drogas moles
6. O sexto é opcional. Uma espécie de sobremesa.
Se é certo que já vivemos no melhor dos mundos, uma vez resolvidos estes tremendos problemas é-nos garantido que passaremos a viver no mais excelente dos paraísos.

Por hoje, atenhamo-nos às duas que, de entre todas estas urgentes, são, sem sombra de dúvida, as mais importantes: a 3. e 4., pois claro.

De facto, não sei o que será da humanidade, do planeta, da civilização, se continuarem a vedar os altares e os nenucos vivos aos gays. É preciso acabar com esse resquício fascista. É, sim senhor! Até porque, atestam-no várias sumidades espertíssimas, pode nascer-se gay como se nasce preto ou branco ou mongolóide ( Trissonomia 21, para pessoas do jet-set).

Pois bem, eu hoje sinto-me liberal. Em conformidade com esse meu singular (e raro) estado de espírito, proclamo que os homossexuais devem poder casar. Mas casar com todas as regras: não só pelo registo civil como também pela Igreja. Especialmente, pela igreja. Já estou mesmo a imaginá-los no dia de Santo António, aos magotes cacarejantes, "elas" de vestido e véu, eles de fraque rosa choque, todos a posarem para a fotografia, os sinos a badalarem em júbilo cristão, e o padre, diáfano, a benzer e a abençoar a panelei..., quer dizer, os novocrentes.

Vão por mim: Deixem-nos casar pela igreja, permitam que se enpanzinem de hóstias e vereis que Deus ressuscita, o ateísmo passa de moda e até o Carlos Esperança corre a peregrinar Fátima. Mais: Até a Santíssimia Inquisição volta e ninguém protesta.

No capítulo do casório, se me permitem, vou ainda mais longe: além do civil e do religioso, também deveriam ter direito ao tradicional, aquele matrimónio típico das áfricas em que o noivo tem que pagar alambamento ao pai da "noiva". Uns cabritos, uns bacalhaus, umas latas de conserva e uns litros de gasolina sempre são alguma compensação para um pai que tenha o azar de lhe nascer um filho bichon..., quer dizer, homossexual. Ao menos, não é só prejuízo.

Quanto à adopção de crianças, logicamente, também estou de acordo. É deixá-los. Devem até ter prioridade em relação aos casais hetero. Basta que se equipem as crianças com (primeiro) fraldas (e depois) cintos de castidade. Pelo menos até atingirem a maioridade. Ou então, reune-se uma comissão de sábios especialistas, daquelas muito iluminadas e peregrinas, que apura, em menos de nada e sem margem para dúvidas, quais as crianças homossexuais e quais as heterossexuais, pois, segundo a novociência, elas já nascem com essas singularidades, coitadinhas. Uma vez determinada essa idiossincrassia inata, os casais homo adoptam crianças homo e os casais hetero adoptam crianças hetero. Já agora, se não é pedir muito, convinha que os americanos aperfeiçoassem a máquina das ecografias de modo a que a bendita prospecção pudesse ser feita logo no útero materno. Por lei constitucional, e em correcção judicial ao erro da natureza, os nascituros gays passariam a ser expropriados aos progenitores naturais e entregues a famílias homo. Poupavam-se, com isso, desgostos à família inicial e burocracias à adoptiva. Tinha ainda outra vantagem: se deixássemos os homos adoptarem bebés, todos, sem excepção, passariam a insurgir-se contra o aborto, e já não se gastava tempo nem dinheiro com refrendos. Em vez de abortarem, as mães preocupadas com o seu futuro nas discotecas e passereles, entregavam os empecilhos para adopção. Donde se depreende, mais uma vez, que resolver os problemas dos gays é resolver, por simpatia, todos os problemas da humanidade.

Todavia, não nos admiremos se daqui por uns tempos, resolvidos estes enormíssimos problemas, irrompam de pronto -e aos gritos - outros, talvez menores, sua prole, mas não menos candentes. Assim, precavendo desde já o iceberg que esta pequena ponta visível anuncia, o melhor mesmo é irmos adiantando serviço. Para o efeito, e acautelando futuras e fatais erupções:

* Autorize-se, desde já, o divórcio entre homossexuais;
* Reservem-se-lhes lugares exclusivos nos parques de estacionamento, como já existe para os deficientes (é justo e obedece à mesma lógica);
* Priorizem-se-lhes assentos nos transportes públicos, como já existe para grávidas, idosos e acompanhantes de crianças de colo;
* Instaure-se uma discriminação positiva na sociedade pró-Apartheid sexual, tal qual se fez na África do Sul no pós-Apartheid racial.
* Decretem-se cotas mínimas gays no parlamento, no governo, nas carreiras judiciais, nas forças de segurança e nas forças armadas. Sem esquecer os bombeiros, os hospitais e todos os serviços que impliquem o uso de farda; sobretudo a Marinha;
* Isentem-se de impostos;
* Obriguem-se as instituições bancárias a abrirem linhas de crédito Homo, como já existem outras como o "Crédito Sénior", ou "júnior", ou "crédito agrícola", etc;
* Criem-se bolsas de estudo para homossexuais;
* Subsidiem-se escolas, infantários, creches, liceus e universidades homossexuais;
* Instituam-se reservas e coutadas homossexuais, sobretudo na cultura e nas artes, isto é, legalize-se o actual comércio informal naquelas áreas; concedam-se alvarás;
* Converta-se a TV2 em canal gay;
* Nos restaurantes, aviões e espaços quejandos, além de áreas para fumadores e não fumadores, estabeleçam-se também áreas para homossexuais e não-homossexuais.
* Consigne-se na lei a homossexualidade como atenuante, senão mesmo alibi, para qualquer tipo de crime, sobretudo económico;
Em resumo, converta-se "homossexualidade" em critério prioritário. Seja daquilo que for.
Com isto, termino. Espero que este meu contributo para a paz social e a descompressão de jornais e televisões não caia em cesto roto. (Que é como quem diz...)

Entretanto, fica desde já a promessa: Numa próxima oportunidade, tenciono debruçar-me sobre os gordos e os feios. Também se nasce gordo ou feio, quanto a isso, então, é que não há mesmo dúvidas, e também se é discriminado negativamente por causa disso.

César Augusto Dragão
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Old Wednesday, April 26th, 2006
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Default Re: Os Grandes Problemas da Humanidade - I

Quote:
Originally Posted by Johannes de León
* Converta-se a TV2 em canal gay;
Nãaaaaaaaaaaaaaaaaaaaoooooo!!!!!!!!!!!!!

Excelente artigo.
__________________

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Old Wednesday, April 26th, 2006
imperator
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Default Re: Os Grandes Problemas da Humanidade - I

Ja temos mulheres no exercito, agora vamos ter o batalhao gay; nao é brigadeira, ja se faló disso na televisao argentina. E uma vergonha, a Capital Federal ja tem unioes civis de gays e tem a "honra" de ser a primeira cidade da América Latina que tem essa lei.

Parabens, Johannes, temos um futuro "rosa"
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